17 de setembro de 2011

FanFic: O Portal Pokémon - 31

31 - Espionagem Arriscada

O grupo dos cinco jovens correu pela noite, espreitando por cima do ombro a cada esquina tal era o medo que o Garchomp monstruoso inspirara… Por fim, quando Diogo achou ser seguro parar para pensar um pouco em tudo o que tinha acontecido, convidou todos a subir ao telhado do seu prédio.
- Afinal de contas – explicava ele – era madrugada quando saímos do mundo dos pokémon… ainda há pouco dormimos… acho que não precisamos obrigatoriamente de nos ir deitar imediatamente…
Todos concordaram com Diogo, apesar de saberem que, lá no fundo, os seus corpos desejavam ardentemente uma cama onde pudessem evaporar todo o cansaço acumulado nos últimos dias… Todos reconheciam a urgência em elaborar um plano.
- Vamos ter de voltar a enfrentá-los mais cedo ou mais tarde. Mais vale termos um plano quando chegar essa altura. – argumentou Rui.
- Proponho a velha estratégia divide et impera: dividir e conquistar – disse Pedro – tenho a certeza que conseguimos vencê-los se os enfrentarmos um por um. Talvez até consigamos derrotar aquele Garchomp desta maneira!
E assim a discussão prosseguiu pela madrugada, cada um dando o seu contributo para um plano que ficava cada vez mais perfeito.
Enquanto isso, a vários quarteirões de distância, Catarina desceu as escadas do seu prédio. Repetia mentalmente o seu voto de continuar numa posição neutra em relação a tudo o que se estava a passar… mas apesar de tudo não conseguia resistir à tentação de satisfazer a sua curiosidade.
- Litwick, usa o Nevoeiro de Fumo outra vez, mas lembra-te de ter cuidado para não o deixares aproximar-se demais de mim, para não me envenenares.
- Litwick!
O pokémon reforçou o nevoeiro que ainda permanecia no ar, dando a Cathy a confiança de que precisava para avançar sem medo.
Caminhou até alcançar o local onde a ruela que dava para a sua porta das traseiras desaguava na rua principal… tinha que assegurar um meio de fuga caso as coisas dessem para o torto.
- Mas, Léon… É mesmo preciso acabar com eles? Quer dizer… eles são pessoas na mesma, não? Eu não sou nenhum criminoso!
Cathy aguçou os ouvidos, à escuta. Uma voz gélida sobrepôs-se â primeira.
- Eles vão acabar por se pôr no nosso caminho novamente. É preciso eliminá-los…
- Mas!...
- Fiquem calados! Todos vocês! Têm duas hipóteses a partir de agora! Ou ficam comigo e levam a cabo o plano, ou mudam de lado e acabam com o mesmo que fim os outros. Escolham!
Um silêncio fatal congelou o ar, até que Leonardo voltou a falar.
- Eis o que vamos fazer…
Catarina ficou à escuta por alguns minutos, mas cada palavra que ouvia só a assustava mais. Quando o discurso acabou, Cathy estava totalmente horrorizada. “Eles não podem estar a falar a sério!” repetia para si mesma, vezes sem conta… A preocupação com aquilo que acabara de ouvir era tanta, que ficara com os sentidos toldados, e não se apercebeu do ruído que se aproximava de si em velocidade.
Quando percebeu era tarde de mais. Um impacto violento atirou-a ao chão. Tentou levantar-se em vão. Alguém maior e mais forte que ela comprimia-a contra o chão, apertando-lhe o pescoço com o braço. Alguém?... Não… Não era uma pessoa… Era um Garchomp.
Olhou para o lado enquanto se debatia para se libertar. Litwick estava no chão, derrotado.
- Ora, ora… O que temos nós aqui? – perguntou a voz fria e cortante.
Cathy olhou para cima. Era Leonardo… o tal rapaz. Catarina olhou-o nos olhos frios.
“Duas agulhas… São penetrantes e frios como duas agulhas…” pensou ela, antes de tombar a cabeça para o lado e perder os sentidos.
Próximo capítulo: Pedido de Socorro
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