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19 de novembro de 2011

FanFic: O Portal Pokémon - 46

46 - Parceiros Até à Morte

Tudo se passou demasiado rápido para que Houndour pudesse sequer uivar em aviso ao seu parceiro. Um momento Toxicroak estava à sua frente, no outro já Rui estava a ser atirado pelos ares com um poderoso soco.
O rapaz caiu ao chão com um ruído surdo, cuspindo sangue da boca. Antes sequer de se conseguir levantar, já Toxicroak estava de novo em cima de si. Foi levantado com a grande garra proeminente do adversário até estar ao nível dos seus olhos. Estes estavam quase vítreos, sem qualquer expressão. Era fúria cega!
Houndour levantou-se a custo e disparou um bafo flamejante contra Toxicroak, que deflectiu o ataque com o próprio braço. Chegava a ser assustador!
- Houndour! – correndo o mais depressa que podia, atirou-se contra o oponente com os dentes envoltos em chamas.
Os olhos de Toxicroak fitaram Houndour, e a sua mão envolveu-se num brilho roxo.
- Não Houndour! – tentou gritar Rui, mas Toxicroak não parou e sem piedade golpeou o pokémon negro.
- NÃO!!
Rui tentou debater-se contra o seu atacante, mas não teve sucesso.
“Não há saída possível?” pensou, à beira do desespero “Será que este adversário é demasiado forte para nós?”
Os seus olhos dirigiram-se para Houndour. Como que em uníssono, os dois parceiros recordaram o seu primeiro encontro e as suas primeiras batalhas. Eram como que feitos um para o outro… Conseguiam quase ler os pensamentos um do outro e combater lado a lado em perfeita união. Rui chegara mesmo várias vezes a lutar fisicamente com os pokémon inimigos, quando Houndour estava em desvantagem para com o seu adversário.
Houndour invocou dos recônditos da sua mente a lembrança de uma batalha passada. Um Quagsire atravessara-se no seu caminho e Houndour estava a ser derrotado com facilidade… e Rui, como era próprio do seu carácter, impusera-se perante o inimigo.
Fora nessa altura que Rui percebera que Houndour podia, mas não queria, evoluir. Na verdade, Houndour receava evoluir pelo simples facto de querer aprender o ataque Inferno o mais rápido possível. Na sua antiga matilha, o pokémon dominante era decidido como o pokémon que conseguia dominar esse poder, pelo que esse “instinto” ainda residia em Houndour como um sinónimo de força. Contudo, se evoluísse demoraria mais tempo a aprender esse ataque…
Mas Rui, perante a fraqueza do seu amigo, lutara contra Quagsire ele mesmo, sofrendo os jactos de água e terra que o pokémon lhe atirava para que não magoasse o seu parceiro. Houndour lembrava-se que, depois dessa batalha, ainda ele estava incrédulo depois de ver um ser humano tentar fazer frente a um pokémon, Rui dissera-lhe que nunca deixaria que o tratassem mal quando pudesse evitar. Nessa altura, ele dissera “Lembra-te sempre Houndour: somos parceiros até à morte! Podes contar sempre comigo!”
Rui protegera-o sempre quando Houndour precisara…  era hora de retribuir o favor.
As suas feridas impediam-no de caminhar devidamente, mas mesmo assim levantou-se. Com toda a sua força, começou a correr cada vez mais contra Toxicroak, que já levantava o punho fechado contra Rui, a sua garra erguendo-se como uma adaga.
- HOUNDOUR NÃO! SÓ TE VAIS MAGOAR MAIS! CORRE!
“Desta vez não, parceiro…” pensou o pokémon “É a minha vez de me sacrificar por ti!”
Uma luz cegante rompeu pelo corpo de Houndour, enquanto Rui abria os olhos em espanto ao ver o corpo de Houndour crescer.
- Mas Houndour!... Tu… Tu não querias!...
Com um sorriso cúmplice, Houndoom emergiu da luz e dirigiu um jacto de chamas contra Toxicroak, que soltou Rui imediatamente…
Carlos ficou atónito… não esperava que o adversário fosse também evoluir naquela batalha.
- Acaba com ele Toxicroak! Choque Venenoso!!!
Houndour, contudo, desapareceu em pleno ar quando Toxicroak lançou o seu ataque.
- Onde é que ele se meteu?! – gritava Carlos, exasperando!
Subitamente, Houndour surgiu por trás do oponente, fazendo um Ataque Simulado e atirando Toxicroak contra um rochedo. Antes que tivesse tempo de reagir, já Houndoom lançava um novo inferno de chamas contra ele. Toxicroak caiu no chão inconsciente. Carlos, começando subitamente a tremer, colapsou sobre si mesmo e caiu também ao chão.
- Houndoom… - disse Rui.
O pokémon negro olhou para o parceiro uma última vez, fechou os olhos, e caiu também ao chão.

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13 de novembro de 2011

FanFic: O Portal Pokémon - 45

45 - Fraquezas

Os dois pokémon miraram-se por momentos, avaliando-se mutuamente. Depois, num segundo, deram início à batalha.
- Ataca!
- Graaaaaah!
Houndour foi o primeiro a mover-se, e Croagunk rápido se viu cercado por uma nuvem de chamas.
- Continua Houndour! Dentada!!
As habilidades de Houndour suplantavam claramente as de Croagunk. Não só era muito mais rápido como não havia comparação possível entre as duas velocidades. Contudo… algo estranho se passava… Rui não via Carlos a exasperar como já acontecera antes…
Croagunk levantou-se e a sua mão brilhou com um tom purpúreo. Mostrando alguma da sua agilidade, o pokémon saltou para o ar como uma bala de canhão, e caiu directamente sobre Houndour.
- Houndour… Que lhe dizes a mostrar-lhe alguns dos nossos novos truques? – suspirou Rui e uma enorme nuvem de pó foi arremessada para o ar quando o ataque de Croagunk colidiu com Houndour.
A poeira dissipou-se tão rapidamente quanto se havia instalado, revelando um brilho vermelho. Houndour mordia o braço de Croagunk, ao mesmo tempo que chamas lhe envolviam os dentes. Era a presa de fogo!
- Hehe…
O risinho surgiu tão inesperado que Rui sentiu-se como se subitamente lhe tivessem apontado uma arma!
- Eles acham que têm esta batalha controlada… Mas nós temos que vencer!... Vamos mostrar-lhes todo o nosso poder… Croagunk?...
Carlos ergueu a sua cara. Os seus olhos estavam reduzidos a uma pupila minúscula. Parecia totalmente dominado pela fúria, pelo medo e ao mesmo tempo por um descontrolo monstruoso… Parecia totalmente tresloucado!
- AGORA CROAGUNK!!
Um brilho cegante invadiu o ar enquanto a silhueta de Croagunk ganhava volume. Croagunk evoluíra num Toxicroak.
Como uma bala, Toxicroak atirou-se a Houndour fazendo um super-efectivo ataque de Vingança. Houndour foi atirado ao chão perante o olhar incrédulo de Rui.
- És um fraco… - insinuou Carlos.
- O quê?
- ÉS UM FRACO! Se esse teu rafeiro já aprendeu a Presa de Fogo já podia ter evoluído, mas não o fez… És um fraco!! Nem consegues evoluir o teu próprio pokémon.
Rui caminhou em direcção a Carlos, caminhando calmamente com os olhos fixos no chão enquanto Houndour se levantava, aproveitando a pausa no combate.
- O meu Houndour não evolui porque não quer evoluir. É a escolha dele, e eu respeito-a como seu parceiro…
Pela primeira vez desde o início daquela batalha, Carlos sorriu.
- Então é ainda pior. Não só és um fraco como esse cachorro miserável nem pode ser chamado “um verdadeiro pokémon”! ESSE BICHO É PATÉT-
Um poderoso soco de Rui impediu Carlos de continuar a frase. Os olhos de Rui irradiavam fúria pura.
- Nunca… mais… insultes o meu pokémon…
E rápido como um relâmpago, sem que ninguém tivesse tempo para vê-lo sequer, Toxicroak saltou em direcção de Rui, com ambas as garras a brilhar. O rapaz só se apercebeu do que se estava a passar quando sentiu um choque nas costas.

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12 de novembro de 2011

FanFic: O Portal Pokémon - 44

44 - A Verdade de Tânia

Um enorme corpo azul irrompeu da luz brilhante que envolvia o local. Tânia não podia acreditar no que via. Quatro grandes garras ergueram-se do solo e, com o corpo a flutuar, Metagross disparou contra Nuzleaf, que foi atirando contra uma árvore com um ruído surdo.
Quando se consegui levantar já era demasiado tarde. Um tremendo Braço Martelo abateu-se sobre ele e Nuzleaf caiu ao chão inconsciente.
A batalha terminara.
O punho cerrado de Tânia soou ao bater contra uma árvore. Metagross voltou ao chão e Pedro desceu de cima do parceiro, enquanto Tânia corria para o seu pokémon entendido no chão.
- Podes dizer-me agora o que é que se passa aqui?
Tânia pegou em Nuzleaf, e olhou para Pedro com os olhos vermelhos.
- Tu não percebes… Estou tramada!
- O quê? Mas…– Pedro parou ao ver uma lágrima cair do rosto da adversária – Tu!... Tu estás bem?!...
- Ele vai matar-me! Estou tão feita!...
E então uma ideia passou pela cabeça de Pedro… Talvez a rapariga não passasse também de uma vítima de toda a agitação que se fizera sentir nos últimos tempos!
- Diz-me o que se passa… Prometo que te ajudo.
Quando Tânia olhou para Pedro novamente, parecia totalmente diferente. Toda a confiança desaparecera, e com ela a máscara rígida sobre a qual uma Tânia insegura e frágil se escondia… mas ao mesmo tempo surgia esperança no seu olhar…
- Ele… Ele…
Fez uma pausa para acalmar os soluços.
- O Leon… Eu e o Xavier… Ele ameaçava-nos aos dois… O Xavier não queria entrar nisto desde o início, mas o Leon ameaçou que mandava o Garchomp contra a irmã dele! Eu ao início pensava que tudo o que o Leon queria… bem… O dia em que mergulhámos os quatro no mundo dos pokémon foi o mais feliz da minha vida! Pensava que ele queria o mesmo que eu! Sair desta vida monótona e repetitiva… Mas quando descobri as verdadeiras intenções dele… Ele começou a ameaçar-me e… e…
Tânia falava a esforço enquanto chorava e soluçava. Os seus braços tremiam de medo e as suas pernas cederam. Tânia sentou-se no chão e começou a chorar alto. Pedro ajoelhou-se e pôs o braço por cima da rapariga assustada, num misto de surpresa e pena.
- O que é que quer o Leonardo? Por que é que vieram ao mundo dos pokémon?
O rosto de Tânia ficou branco.
- Ele… ele quer…
Tânia começou a falar, entre soluços e lágrimas. Os olhos de Pedro foram abrindo-se cada vez mais… Quando Tânia terminou, já Pedro tinha também tinha começado a tremer. Agora sabia a verdade, mas não era por isso que se sentia mais seguro. Tânia era, de facto, apenas uma vítima… Todos eles eram vítimas.
- Ele é louco!... – foi tudo o que conseguiu dizer.

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30 de outubro de 2011

FanFic: O Portal Pokémon - 43

43 - A Maior Arma

O espaço estava cercado por uma muralha de ramos unidos com trepadeiras robustas… Das árvores que delimitavam a arena arbórea, projectavam-se vários ramos que podiam ser usados pelo inimigo para lançar ataques aéreos… Havia ainda alguma vegetação rasteira que poderia ser usada como esconderijo por ambos os lados…
Os olhos atentos e minuciosos de Pedro varreram o local, analisando tudo ao pormenor… Por fim, um grito de Tânia anunciou que o seu tempo para reflectir sobre a situação chegara ao fim.
- Folha Cortante!
- Cuidado Metang!!
Metang ergueu os braços para se defender e o seu corpo metálico deflectiu o ataque de Nuzleaf. Quando Metang baixou as suas defesas, Nuzleaf desaparecera…
- Agora! Ataque Simulado!
Vindo do nada, algo atingiu Metang, que foi derrubado ao chão.
- Metang! Não!
Subitamente, lá estava Nuzleaf de novo, erguendo-se nas árvores e saltando de ramo em ramo…
- Garra de Metal!
Metang elevou-se no ar contra o seu inimigo, mas quando lá chegou já Nuzleaf desaparecera de novo. Um novo golpe derrubou Metang e o pokémon caiu. A mente de Pedro começava a ficar cada vez mais inquieta.
Nuzleaf voltou ao solo, aterrando sobre um pedaço arenoso sem relva no meio do campo. O seu corpo emitiu um brilho esverdeado e pequenas luzinhas saíram exactamente do local onde Nuzleaf tinha os pés.
- É o Poder da Natureza… Oh não! METANG!! SAI DAÍ JÁ!!!
Absorvendo o poder da areia por baixo de si, Nuzleaf soltou o ataque! Um Terramoto!!
- NÃÃÃO!!
Metang foi sacudido violentamente ao sofrer o ataque, e caiu ao chão sem forças… Fora um ataque super-efectivo…
A cabeça de Pedro fervilhou, procurando uma saída.
- É isso – disse a medo – Usa a Ascenção Magnética Metang!
Como uma pequena trovoada, o corpo de Metang emitiu um campo magnético que o manteve a flutuar para lá do alcance de Nuzleaf, mas era demasiado tarde… Metang já estava demasiado magoado para poder combater em igualdade…
ZUP!
Como que por magia, Ralts surgiu no meio da arena e atirou-se a Nuzleaf com os seus ataques Confusão, que apesar de inúteis contra Nuzleaf fizeram com que um pequeno tornado de folhas levitasse girando em volta de Nuzleaf e impedindo-o de ver fosse o que fosse.
Pedro olhou para a cena, incrédulo. A sua mente analítica dizia-lhe que não valia a pena, que seria apenas uma questão de tempo até Nuzleaf atravessar a diversão de Ralts e o derrotar a ele e a Metang. Dizia-lhe que era inevitável, e até mesmo que mais valia fugir, manter-se a salvo para que os seus sacrifícios não fossem em vão…
O seu coração berrava por Metang…
Com uma súbita Folha Cortante, Nuzleaf libertou-se do ciclone que o envolvia. Ignorando Ralts, concentrou-se no seu inimigo mais perigoso e preparou-se para atingir Metang com o seu Ataque Simulado mais uma vez…
“Foge! Não podes fazer nada por eles! Vais deixar que eles tenham sido derrotado para nada!” gritava-lhe a mente… e Nuzleaf disparou em direcção a Metang.
Pedro deixou cair uma lágrima, tomou controlo sobre a sua própria cabeça e, prevendo a trajectória de Nuzleaf, atirou-se para cima de Metang, derrubando-o.
Ambos caíram ao chão com um ruído seco. Pedro olhou para os olhos do seu parceiro.
- Não achavas mesmo que podias perder comigo ao teu lado pois não? Somos imbatíveis, nós os dois! A inteligência ganha batalhas, mas a maior arma de todas é o nosso laço! Unidos nunca seremos derrotados!
Pedro sentiu o seu corpo elevar-se. Algo por baixo dele ganhava cada vez mais volume, brilhando mais e mais, até cegar completamente todo o campo de batalha… e saindo do halo de luz que irrompia de si, Metagross emergiu.
Próximo capítulo: A Verdade de Tânia
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29 de outubro de 2011

FanFic: O Portal Pokémon - 42

42 - Combate Ninja

Ao fim de algum tempo de corrida, Tiago alcançou Ana, Scyther e Oshawott. O pokémon insecto tinha-os atraído para uma zona mais arborizada, onde tinha claramente vantagem. De pé em frente ao tronco de uma enorme árvore, Tiago avistou Xavier de braços cruzados, com um olhar algo receoso.
- Devolve-o e luta como um homem, seu cobarde! – gritava Ana.

Scyther apertou uma das suas lâminas contra o corpo da pequena lontra, que exibia um olhar cada vez mais aterrorizado.
- Vai! – sussurrou Tiago.
Como um súbito tornado, Staravia atravessou os campos em velocidade. Scyther soltou um gemido de surpresa ao ver o adversário tão subitamente. Por um segundo, aliviou a pressão que mantinha Oshawott prisioneiro, que foi suficiente para que Staravia o conseguisse resgatar.
- Muito bem Staravia!
- Oshawott!! – Ana correu instantaneamente para o seu parceiro e abraçou-o contra o seu peito. Tiago sorriu e quase soltou uma gargalhada ao ver a cara de Oshawott ficar vermelha, começando a esbracejar para conseguir respirar novamente… mas havia um inimigo para bater ali mesmo!
Xavier não emitiu nenhum som. Apenas ergueu o braço e Scyther atirou-se para a batalha com a sua velocidade furiosa!
- Oshawott! Pistola de Água!!
- Oshaaaaaaawoooott!!!
O jacto de água não foi rápido o suficiente para o derrubar: Scyther iniciou um voo rápido e nem o ataque de Staravia conseguiu ser par para a sua velocidade. Tiago só conseguia lembrar-se de uma explicação para aquela melhoria súbita da velocidade. Scyther devia ter usado pesos para treinar até então… O louva-A-Deus movia-se como um ninja! Era impossível esquivar os seus ataques.
Xavier abanava o braço como uma batuta de maestro, e Scyther seguia os seus movimentos como se fosse ele próprio um prolongamento do braço do seu treinador… Staravia e Oshawott fora derrubados uma e outra vez.
- Star…
- Oshaa…
Quase sem forças para sequer se conseguirem levantar, os dois pokémon ficaram no chão, incapazes de continuar. Xavier ergueu o braço de novo, com a mesma ansiedade estampada no rosto.
Tiago e Ana estavam de tal forma vidrados nos seus pokémon no chão que se aperceberam tarde demais que o alvo de Scyther mudara: um borrão verde dirigia-se agora para eles!
Ambos abriram a boca em surpresa.
Staravia e Oshawott olharam para trás em choque profundo! Não deixariam os seus treinadores serem magoados por uma batalha que eles não tinham sido capazes de vencer! Despertando poderes ocultos dentro de si desde o seu nascimento, ambos os pokémon se levantaram.
Com uma velocidade ainda maior que a de Scyther, Staravia levantou aos céus com um rastro branco atrás de si, e Oshawott viu-se envolto em água mais rápida que o vento.
Ambos os pokémon dispararam contra Scyther numa demostração de pura velocidade! Um ataque Jacto de Água combinado com uma Perícia Aérea atingiram Scyther com um efeito devastador, espalmando-o entre os dois ataques.
Sem a mínima réstia de energia, Scyther deixou-se cair ao chão e Xavier correu em direcção ao seu pokémon. Staravia e Oshawott, irradiando orgulho, dirigiram-se aos seus treinadores, que os abraçaram com toda a força.
Xavier pegou no seu Scyther inconsciente ao colo. Tiago largou Staravia.
- Hei! O que é que vocês estão a tramar? – gritou.
Xavier ajoelhou-se e tocou no solo com a mão.
- Nada que vocês não possam resolver…
E, para a grande surpresa de Tiago e Ana, o rapaz abriu mesmo por baixo de si um portal para a Terra, e desapareceu nesse mesmo instante.
Mesmo antes da sua cara ter atravessado a espiral, Ana pensou ter vislumbrado um sorriso nela.

Próximo capítulo: A Maior Arma
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23 de outubro de 2011

FanFic: O Portal Pokémon - 41

41 - Terceira Bifurcação

Diogo estava dividido ao meio. Metade de si queria prosseguir e terminar a missão que o levara até ao mundo dos pokémon! Por outro lado… Tinha deixado demasiados companheiros para trás… Queria desesperadamente ir ter com eles, ajudá-los na sua luta. Luxio corria a seu lado, seguindo Houndour, soltando faíscas quando as mesmas ansiedades lhe passavam pelo espírito.
- Cathy… - repetiu para si mesmo – Temos que salvar a Catarina! Foi por isso que viemos até aqui!
O seu caminho levou-os a um terreno completamente pedregoso. Diogo vislumbrou um leve sorriso em Rui quando este reparou um rasto marcado na pedra… Leonardo deveria sentir-se de tal maneira seguro com os “guardas” que enviara para trás que chegara a dar-se ao luxo de permitir ao seu Garchomp “nadar” em terra, qual tubarão terrestre que era…
O terreno foi elevando-se, até ao ponto de se encontrarem a subir uma encosta. Por fim, avistaram ao longe uma entrada para uma caverna, no âmago de uma montanha colossal. Por alguma razão, Diogo sentia que já ali tinha estado…
Abrandaram o passo, até ao ponto de este se tornar apenas num andar com pressa… Todos os cinco, os dois humanos e os três pokémon, conseguiam sentir a estranha emanação de poder que provinha do interior da gigantesca elevação.
- Preparem-se – sussurrou Diogo ao pé da entrada, tanto para os outros como para consigo mesmo.
- Crooooooooa!!
Uma bala azulada desceu do céu e despenhou-se mesmo em frente de Houndour, falhando por pouco o pokémon que se desviou com rapidez!
- O jogo acaba aqui! – proferiu a voz de Carlos num tom mais inseguro que o normal.
O rapaz surgiu das sobras. A sua cara séria parecia vazia, sem a habitual expressão jocosa. O rapaz levantou a mão, e em simultâneo Croagunk disparou em direcção a Houndour, desferindo golpes uma e outra vez!
- Desvia-te Houndour! Usa a Brasa!
- Não lhe dês hipótese nenhuma Coragunk! Punho de Veneno!
Os dois pokémon embrenharam-se numa batalha feroz! Era difícil perceber onde começava um e terminava o outro! Ambos envolviam-se com tal rapidez que tão depressa os olhos de Diogo viam Houndour a morder Croagunk, como via o último a golpear Houndour com força!
Diogo encontrou os olhos de Rui, à procura de instruções… algo como um pedido de ajuda ou outra coisa do género.
- Vai-te embora! – foi o que ouviu. Por minutos, pensou que os seus ouvidos o estavam a enganar – Não ouviste?
- Mas! O Croagunk! Ele é do tipo luta e o Houndour é do tipo negro!
- Escuta! – Rui encarou Diogo com sinceridade e resolução – Seja o que for que eles estão a fazer devem estar prestes a consegui-lo! Não percebes o que está a acontecer? Ele está a tentar empatar-me e fazer com que tu chegues àquele Garchomp. Pensam que não serás capaz de derrotá-lo, e assim não ficam comigo a empatar as coisas! Este aqui não me vai largar assim tão facilmente! Tens que entrar lá para dentro e derrotá-lo! É a única forma de impedirmos o que quer que eles esteja a fazer!
Diogo pensou um pouco, procurando uma falha no plano de Rui, apesar de no fundo de si já saber que o amigo falara a verdade… Teria que enfrentar Garchomp, não havia escapatória possível.
Luxio puxou gentilmente as calças de Diogo para o interior da gruta e, quase de propósito, um ataque falhado de Croagunk fez desabar parte da entrada para o interior da montanha, selando Diogo no interior. Fora a terceira bifurcação… Pela terceira vez, tinha-se separado dos seus companheiros… só que desta vez estava por sua conta…
- É inevitável…
Deveria ser o medo que o estava a travar. Não sabia se era capaz de derrotar aquele Garchomp sozinho. Só por si, não…
Subitamente, Diogo detectou movimento à sua direita. Litwick saltou do seu ombro e começou a caminhar decididamente para a frente.
Diogo sorriu, pegou no pokémon branco e, colocando-o de novo no ombro, começou a andar na direcção da garganta da montanha.
- Vamos Luxio… É inevitável, afinal de contas…

Próximo capítulo: Combate Ninja
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FanFic: O Portal Pokémon - 40

40 - Uma Questão de Velocidade

Algo tinha acontecido com Scyther! A sua velocidade era furiosa! Tinha a certeza que vira antes Staravia ultrapassá-lo em velocidade! Como era possível que tivesse aumentado tanto as suas capacidades em tão pouco tempo?
Luxio, Staravia, Oshawott e Houndour estavam imóveis!
- Scytheeer! – gritou em desafio
- Vamos Houndour! Temos vantagem sobre ele! Um ataque directo e está tudo acabado!
Rui avançou em direcção ao pokémon insecto, que olhou sério para Houndour. Um movimento súbito e estava de novo em movimento, descrevendo um círculo largo esverdeado em redor de Rui e Houndour. Diogo reparou que o adversário atacava como um ninja.
- Agora Houndour! Rugido!
Houndour rosnou e da sua boca emergiu um ruído aterrador. Scyther foi subitamente apanhado pelo ataque e voou para trás.
- Agora! Rápido! Brasa!!!
Milhões de centelhas e chamas crepusculares voaram na direcção de Scyther.
- Vai acertar! – congratulou-se Ana, mas no momento seguinte já Scyther estava levantado e fugia à velocidade que os pokémon continuavam incapazes de enfrentar.
Tiago chegou-se à frente do grupo, com Staravia ao lado.
- Mostra-lhe o que é rapidez Staravia... Ataque Rápido!!!
Staravia abriu as asas e cortou o ar com a velocidade de um furacão! O impacto em Scyther foi inevitável e o pokémon verde, incapaz de se desviar, foi impelido para trás com força enquanto Staravia descrevia uma curva no ar, pronto a atacar novamente!
- Acertou! Acertou mesmo! – Diogo ainda estava pasmado com a velocidade de Scyther, mas o facto de já serem capazes de o atingir mudava o caso do avesso!
Scyther levantou-se, preparando as lâminas como se esperasse um novo ataque. Diogo viu as pernas do pokémon flectirem-se e percebeu o que estava prestes a acontecer: Scyther pretendia atacar Staravia no ar, num salto rápido.
- Luxio! Cobre o Staravia já!!
Luxio saltou em direcção a Staravia, irradiando já faíscas de todo o seu corpo, pronto a defender o parceiro. Se não conseguia acertar no adversário com um ataque, se lançasse a sua electricidade em todas as direcções, conseguiria atingi-lo de certeza!
Uma nuvem de electricidade cercou Luxio, que se interpunha entre Staravia e Scyther no momento em que o insecto iniciava a sua corrida…
E depois o contrário do que esperava aconteceu…
Scyther disparou numa velocidade estonteante em direcção, não a Staravia, mas a Oshawott, deixado sozinho atrás da linha de batalha.
Apercebendo-se do borrão indistinto que se aproximava dele, Oshawott tentou defender-se com uma Pistola de Água, mas Scyther desviou-se agilmente da mira o ataque e prendeu o pokémon entre as suas duas lâminas. No mesmo instante, as asas de Scyther abriram-se e bateram com força e rapidez.
No instante seguinte, Scyther desaparecia de vista, voando na direcção contrária à qual todos avançavam momentos atrás.
- Oshawott!! – Ana começou a correr em direcção de Scyther e do seu parceiro sem pensar duas vezes no assunto.
Diogo e Rui preparavam-se para avançar também quando Tiago, num rasgo de raciocínio inesperado, ergueu o braço.
- Eu vou.
- Como assim, tu vais? – perguntou Diogo, decidido a não perder tempo nenhum.
- Mesmo que vocês fossem, duvido que houvesse muito que pudessem fazer para ajudar. Mal conseguem atacá-lo!
Embora estivesse convicto que não havia tempo a perder, Diogo não conseguia deixar de reconhecer a verdade nas palavras do amigo. Luxio olhava para o seu parceiro, à espera de instruções. Voltariam para trás ou continuariam em frente?
- O tipo do Staravia tem vantagem sobre o Scyther. Além disso, ele é o único suficientemente rápido para igualar o Scyther! Não se preocupem – virou-se para trás com um sorriso, tentando esconder o medo e a insegurança que sentia – Eu dou cabo daquele Scyther, resgato o Oshawott e trago a Ana de volta num minuto! Eles querem impedir-nos de prosseguir! Vocês devem continuar em frente! A gente depois apanha-vos!
E com essas palavras, Tiago partiu atrás de Ana e do pokémon que, de alguma forma, teria que derrotar…

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